terça-feira, 16 de junho de 2009

» Vεrsos Tortos

Um resto de cimento
Que denuncia que o responsável pela obra fui eu
O distraido arquiteto que projetou esse lugar
Sem janelas ou portas
E não há saída, pois
É um poema de estrofes pares
É um empate técnico
Na minha balança de argumentos
É uma poesia de versos tortos
É uma prosa sinuosa
Sobre um coração sem rimas
Sobre uma vida sem rumo
Que apenas escreve para dizer aquilo que
Sente e o que Deseja!

{Honeyshop & Beeshop}